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terça-feira, 12 de abril de 2011

... Memórias de ontem Dilema de "Hoje" ...


"A manhã parecia fazer adivinhar um dia frio, a brisa aconselhava a um casaco. Passava pouco mais da 8 da manhã quando chego á clínica para fazer mais umas análises, a vontade é muito pouco até porque a cama é bem mais apelativa.
Tirei o dia de férias para aproveitar a fazer os exames e mais uma ida ao centro de saúde, resumindo, uma manhã nas “voltinhas” como costuma dizer a Lena.
Chego a casa já passava das 13 horas, para quem tinha de estar em Lisboa ás 16 não me resta muito tempo para descansar. Nada como um telefonema a combinar para mais tarde, afinal a Joana ia estar a fazer uma trabalho de grupo na faculdade, por isso quando lá fosse era só ela dar-me a maquina fotográfica e ir-me embora, pelo menos era o que eu pensava.
O dia está quente, até para dormir a sesta incomoda, mas é daquelas coisas, a minha relação como a minha cama é muito boa, entendemo-nos a 100%.
Chego à universidade de direito á hora combinada, olho á minha volta e parece-me que o trânsito está caótico, a Joana nem sinal dela. Acabo por lhe ligar diz-me que daqui a 15 minutos está lá, os 15 minutos levaram hora e meia a passar, claro que nessa altura já eu deitava fumo por todos os lados. Tenho o concerto ás 22 horas no pavilhão atlântico e são 20 horas ainda estou na cidade universitária.
O primeiro concerto que assisti no Restelo (já no tempo da outra senhora), combinei ir com o Luís, melhor amigo de sempre e alguém em quem a Lena sempre confiou para andar comigo, tive de comprar um bilhete a mais porque o senhor soube que eu ia sozinha com um rapaz e foi uma carga de trabalhos, só não me chamou foi mãe.
Lá teve a Lena de ir connosco, eu adorei que ela fosse, ela também acabou por gostar. Da segunda vez que fui ao Restelo ver o Júlio acabei por ir com a Lena, não fosse o diabo tecê-las...Mas eu fui ver o Júlio.
As minhas aventuras com o Júlio continuaram, por portas e travessas ainda consegui ir ao Herman Sic assistir ao programa, fiquei ao lado do produtor logo na primeira fila, a Lena coitada muito envergonhada, porque eu não consegui simplesmente falar, tal não era a ansiedade, era a primeira vez que eu ia ver o Júlio tão perto, quando ele entra no estúdio parecia um dilúvio, os câmara man não me largavam, eu lá tinha culpa, não conseguia parar de chorar, no intervalo o F ouviu eles a comentarem – nós a tentarmos filmar e aquela parva a limpar as lágrimas. E eu lá me importo com isso, trouxe de recordação o olhar do Júlio e o beijo que me lançou. Anos depois o Júlio volta a Portugal, dilema o concerto é em Portalegre, ainda me passou pela cabeça ir a Portalegre mas como?
Aproxima-se o mês de Julho, e como é hábito o Luís pergunta o que quero de prenda de anos...eu olhei para ele e respondi que não era muito difícil de adivinhar o que queria.
O Luís aparece lá em casa com dois bilhetes para a plateia vip em Portalegre, claro que enchi o Luís de beijos e mais beijos, mesmo sem fazer a mínima ideia de como iríamos para Portalegre.
Tudo se acabou por resolver, o Tó ofereceu-se para nos levar, “pegou” na irmã e em nós e lá fomos. Foi um concerto memorável, apesar de estar na Plateia a fila ainda era um pouco distante do palco, o que valeu é que já sabia qual era a ultima musica e assim que acaba a ultima música “voei” para o palco. Consegui ser das primeiras pessoas do público a chegar junto do palco, o cordão de seguranças começou a avançar...é?
Chamei e voltei a chamar o Júlio, ele voltou-se olhou-me nos olhos, e com aquele sorriso e olhar de arrasa corações, lançou-me um beijo e disse – Guapissima.
Repetiram-se mais um concerto no pavilhão atlântico, confesso que não foi dos que mais gostei, ao que parece o Júlio tinha partido um pé duas horas antes, acho que por isso não lhe correu muito bem, ainda assim finalmente tinha conseguido fotografá-lo, depois das peripécias para conseguir entrar com a máquina, qual não foi o meu espanto, haviam mais maquinas fotográficas no publico do que propriamente maquinas de fotógrafos.
A Joana finalmente chega falta 1 hora para o concerto, estou uma pilha de nervos, ainda me convence a ir jantar com ela e com as colegas, não fui capaz de dizer que não. Entro no pavilhão atlântico sempre com a sensação de que do nada surja á minha frente aquela figura do passado...começo a pensar enquanto olhos para as filas de gente “parva, vais para a 3ª fila vip ainda por cima, não tens de estar na final é entrar e sentar, ele não vai para a vip”. Fosse ou não fosse, era um momento meu, e como diz a Lena coração ao alto.
Ansiedade a mil o coração parecia que me saltava da boca, estava cheio e eu finalmente na 3ª fila, custou muito mas estava lá.
As luzes apagaram-se, assobios palmas, confusão, e eu a mil...luzes, as meninas do coro os músicos, e ele, tal e qual o vinho do porto, igual a si mesmo, fato preto, sapatinho de luva e um sorriso...bem o suficiente para me levantar da cadeira em pranto...bem nem tudo se devia ao Júlio, ele deixa-me ko mas digamos que a ansiedade das últimas horas também não ajudou em nada, mas este era o meu momento...foi espectacular, fez valer cada cêntimo, cada euro que gastei. Valeu porque é bem possível que esta seja a última vez que o veja ou então que possa gastar o que gastei para estar lá...valores mais altos se levantam.
No fim de tudo, no meio de tanta confusão, eu não estava sozinha, e só me lembrava do que a Lena costuma dizer – João não te podes enervar por causa do bebé. E como a João estava (e não era pouco), nervosa, fazia festas á barriga e ia pensando – a mãe está a chorar mas a mãe está feliz...
E estava, estava mesmo feliz....
Ele está velho?
Verdade... está velho, anda com alguma dificuldade, tem o olhar e corpo cansado, mas eu também estou mais velha e é mais do que certo que para nova não vou...e depois Júlio…No importa lo que dicen las gentes".

Texto de Maio 2007 ... Hoje alguém me pode fazer crer que não vale a pena ir ver o Ultimo concerto dado Pelo Julio? O meu Júlio ? Alguém que sempre adorei, digam o que disserem ... velho e afins, balelas que  pouco me importam. Hoje o olhar não tem o encanto de outrora, mas já o olhei bem nos olhos, vi o Peso da idade, mas também acompanho o olhar de outrora.
Gosto e pouco me importa o que digam...GOSTO, ADORO...
Alguém me pode fazer entender, e dar um motivo mais do que válido para não ir ?
Acho que para já a única pessoa ainda foi a minha mãe. Entendo plenamente os motivos que aponta, as contas as malditas contas, entendo que quero material para a maquina, entendo que não posso ter o mundo...mas. Ele diz ser o último. É mais um ciclo que se fecha...mais um. As minhas estrelas, começam apenas a brilhar lá bem no firmamento. Assustador, os ciclos fecham-se...e a vida tem de ir seguindo até um dia ser o meu ciclo.
É estranhamente assustador, pensar assim ... no fim olhar para trás e o que irei ver?
Temo essa fase, sei que não a vou entender...mas faço parte de todo um ciclo e o dia chegará, até lá, nada como tentar viver da melhor forma possível aquilo que chamam vida. Utópica, Ilusória ...
Tanta coisa, com que me preocupar é um facto, mas agora até o "dilema" do "meu" Julio ... irra.

Maria

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3 Comentários:

Blogger Secreta disse...

Porque é algo que tu adoras, porque é algo que faz parte de ti e da tua vida! Digam o que disserem, é assim que é!
Uns ciclos fecham-se e outros se abrem, mas, há aqueles que nos marcam para sempre!
E por isso... aproveita cada momento. Aproveita cada oportunidade...porque cada uma delas é única! E o amanhã...bem, amanhã é apenas amanhã...
Beijito.

12 de abril de 2011 às 14:02  
Blogger flor de jasmim disse...

Nada melhor que sermos nós próprias, nem que para isso tenhamos que sofrer, por isso amiga ai que fazer o que temos vontade de fazer, porque podemos não ter uma outra oportuanidade, viver, viver da melhor forma que encontramos e se sentimos bem.
Beijinho

12 de abril de 2011 às 15:13  
Blogger Lacorrilha disse...

Depois quero saber qual foi a decisão da menina.
Ia ficar muito feliz se fosses, tu sabes.

21 de abril de 2011 às 17:44  

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terça-feira, 12 de abril de 2011

... Memórias de ontem Dilema de "Hoje" ...


"A manhã parecia fazer adivinhar um dia frio, a brisa aconselhava a um casaco. Passava pouco mais da 8 da manhã quando chego á clínica para fazer mais umas análises, a vontade é muito pouco até porque a cama é bem mais apelativa.
Tirei o dia de férias para aproveitar a fazer os exames e mais uma ida ao centro de saúde, resumindo, uma manhã nas “voltinhas” como costuma dizer a Lena.
Chego a casa já passava das 13 horas, para quem tinha de estar em Lisboa ás 16 não me resta muito tempo para descansar. Nada como um telefonema a combinar para mais tarde, afinal a Joana ia estar a fazer uma trabalho de grupo na faculdade, por isso quando lá fosse era só ela dar-me a maquina fotográfica e ir-me embora, pelo menos era o que eu pensava.
O dia está quente, até para dormir a sesta incomoda, mas é daquelas coisas, a minha relação como a minha cama é muito boa, entendemo-nos a 100%.
Chego à universidade de direito á hora combinada, olho á minha volta e parece-me que o trânsito está caótico, a Joana nem sinal dela. Acabo por lhe ligar diz-me que daqui a 15 minutos está lá, os 15 minutos levaram hora e meia a passar, claro que nessa altura já eu deitava fumo por todos os lados. Tenho o concerto ás 22 horas no pavilhão atlântico e são 20 horas ainda estou na cidade universitária.
O primeiro concerto que assisti no Restelo (já no tempo da outra senhora), combinei ir com o Luís, melhor amigo de sempre e alguém em quem a Lena sempre confiou para andar comigo, tive de comprar um bilhete a mais porque o senhor soube que eu ia sozinha com um rapaz e foi uma carga de trabalhos, só não me chamou foi mãe.
Lá teve a Lena de ir connosco, eu adorei que ela fosse, ela também acabou por gostar. Da segunda vez que fui ao Restelo ver o Júlio acabei por ir com a Lena, não fosse o diabo tecê-las...Mas eu fui ver o Júlio.
As minhas aventuras com o Júlio continuaram, por portas e travessas ainda consegui ir ao Herman Sic assistir ao programa, fiquei ao lado do produtor logo na primeira fila, a Lena coitada muito envergonhada, porque eu não consegui simplesmente falar, tal não era a ansiedade, era a primeira vez que eu ia ver o Júlio tão perto, quando ele entra no estúdio parecia um dilúvio, os câmara man não me largavam, eu lá tinha culpa, não conseguia parar de chorar, no intervalo o F ouviu eles a comentarem – nós a tentarmos filmar e aquela parva a limpar as lágrimas. E eu lá me importo com isso, trouxe de recordação o olhar do Júlio e o beijo que me lançou. Anos depois o Júlio volta a Portugal, dilema o concerto é em Portalegre, ainda me passou pela cabeça ir a Portalegre mas como?
Aproxima-se o mês de Julho, e como é hábito o Luís pergunta o que quero de prenda de anos...eu olhei para ele e respondi que não era muito difícil de adivinhar o que queria.
O Luís aparece lá em casa com dois bilhetes para a plateia vip em Portalegre, claro que enchi o Luís de beijos e mais beijos, mesmo sem fazer a mínima ideia de como iríamos para Portalegre.
Tudo se acabou por resolver, o Tó ofereceu-se para nos levar, “pegou” na irmã e em nós e lá fomos. Foi um concerto memorável, apesar de estar na Plateia a fila ainda era um pouco distante do palco, o que valeu é que já sabia qual era a ultima musica e assim que acaba a ultima música “voei” para o palco. Consegui ser das primeiras pessoas do público a chegar junto do palco, o cordão de seguranças começou a avançar...é?
Chamei e voltei a chamar o Júlio, ele voltou-se olhou-me nos olhos, e com aquele sorriso e olhar de arrasa corações, lançou-me um beijo e disse – Guapissima.
Repetiram-se mais um concerto no pavilhão atlântico, confesso que não foi dos que mais gostei, ao que parece o Júlio tinha partido um pé duas horas antes, acho que por isso não lhe correu muito bem, ainda assim finalmente tinha conseguido fotografá-lo, depois das peripécias para conseguir entrar com a máquina, qual não foi o meu espanto, haviam mais maquinas fotográficas no publico do que propriamente maquinas de fotógrafos.
A Joana finalmente chega falta 1 hora para o concerto, estou uma pilha de nervos, ainda me convence a ir jantar com ela e com as colegas, não fui capaz de dizer que não. Entro no pavilhão atlântico sempre com a sensação de que do nada surja á minha frente aquela figura do passado...começo a pensar enquanto olhos para as filas de gente “parva, vais para a 3ª fila vip ainda por cima, não tens de estar na final é entrar e sentar, ele não vai para a vip”. Fosse ou não fosse, era um momento meu, e como diz a Lena coração ao alto.
Ansiedade a mil o coração parecia que me saltava da boca, estava cheio e eu finalmente na 3ª fila, custou muito mas estava lá.
As luzes apagaram-se, assobios palmas, confusão, e eu a mil...luzes, as meninas do coro os músicos, e ele, tal e qual o vinho do porto, igual a si mesmo, fato preto, sapatinho de luva e um sorriso...bem o suficiente para me levantar da cadeira em pranto...bem nem tudo se devia ao Júlio, ele deixa-me ko mas digamos que a ansiedade das últimas horas também não ajudou em nada, mas este era o meu momento...foi espectacular, fez valer cada cêntimo, cada euro que gastei. Valeu porque é bem possível que esta seja a última vez que o veja ou então que possa gastar o que gastei para estar lá...valores mais altos se levantam.
No fim de tudo, no meio de tanta confusão, eu não estava sozinha, e só me lembrava do que a Lena costuma dizer – João não te podes enervar por causa do bebé. E como a João estava (e não era pouco), nervosa, fazia festas á barriga e ia pensando – a mãe está a chorar mas a mãe está feliz...
E estava, estava mesmo feliz....
Ele está velho?
Verdade... está velho, anda com alguma dificuldade, tem o olhar e corpo cansado, mas eu também estou mais velha e é mais do que certo que para nova não vou...e depois Júlio…No importa lo que dicen las gentes".

Texto de Maio 2007 ... Hoje alguém me pode fazer crer que não vale a pena ir ver o Ultimo concerto dado Pelo Julio? O meu Júlio ? Alguém que sempre adorei, digam o que disserem ... velho e afins, balelas que  pouco me importam. Hoje o olhar não tem o encanto de outrora, mas já o olhei bem nos olhos, vi o Peso da idade, mas também acompanho o olhar de outrora.
Gosto e pouco me importa o que digam...GOSTO, ADORO...
Alguém me pode fazer entender, e dar um motivo mais do que válido para não ir ?
Acho que para já a única pessoa ainda foi a minha mãe. Entendo plenamente os motivos que aponta, as contas as malditas contas, entendo que quero material para a maquina, entendo que não posso ter o mundo...mas. Ele diz ser o último. É mais um ciclo que se fecha...mais um. As minhas estrelas, começam apenas a brilhar lá bem no firmamento. Assustador, os ciclos fecham-se...e a vida tem de ir seguindo até um dia ser o meu ciclo.
É estranhamente assustador, pensar assim ... no fim olhar para trás e o que irei ver?
Temo essa fase, sei que não a vou entender...mas faço parte de todo um ciclo e o dia chegará, até lá, nada como tentar viver da melhor forma possível aquilo que chamam vida. Utópica, Ilusória ...
Tanta coisa, com que me preocupar é um facto, mas agora até o "dilema" do "meu" Julio ... irra.

Maria

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Blogger Secreta disse...

Porque é algo que tu adoras, porque é algo que faz parte de ti e da tua vida! Digam o que disserem, é assim que é!
Uns ciclos fecham-se e outros se abrem, mas, há aqueles que nos marcam para sempre!
E por isso... aproveita cada momento. Aproveita cada oportunidade...porque cada uma delas é única! E o amanhã...bem, amanhã é apenas amanhã...
Beijito.

12 de abril de 2011 às 14:02  
Blogger flor de jasmim disse...

Nada melhor que sermos nós próprias, nem que para isso tenhamos que sofrer, por isso amiga ai que fazer o que temos vontade de fazer, porque podemos não ter uma outra oportuanidade, viver, viver da melhor forma que encontramos e se sentimos bem.
Beijinho

12 de abril de 2011 às 15:13  
Blogger Lacorrilha disse...

Depois quero saber qual foi a decisão da menina.
Ia ficar muito feliz se fosses, tu sabes.

21 de abril de 2011 às 17:44  

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