..."É sempre o mesmo"...
É sempre o mesmo...
Lendo uma revista Rosa, ou das cor de rosa…leio:
“O sentimento que tenho é de que não aproveitei o máximo
dele. Devia ter estado mais vezes com ele, devia ter convivido mais”.
António Pedro Vasconcelos.
É tão típico…
É preciso a morte, para os vivos tomarem consciência de
tudo o que poderiam, conscientemente ter feito.
A minha cultura?
Tenho a que tenho, tão pouco me importa se é muita, pouca
ou assim assim.
Mas amando Piano, conhecendo muito ou pouco, tenho
pianistas de eleição, autores, compositores. Como tenho das sensações e
emoção a de ter nos dedos, o peso de uma tecla de um piano. Quando fui começar a aprender a tocar piano, a emoção de tocar nas teclas, era muita e mantém-se viva na mente.
O professor dizia, que seria melhor começar pelo orgão precisamente por isso...depois tive de deixar...mais uma vez "é a vida".
O professor dizia, que seria melhor começar pelo orgão precisamente por isso...depois tive de deixar...mais uma vez "é a vida".
Não foi esse o caminho, como não foram outros tantos…
Irrelevante!
Caminho, e tenho definido o caminho…
Tempo?
Levo o que tiver de levar…
Há temas e assuntos, em que por opção não toco, este é um
deles.
Não conhecendo o Pianista, temos algo em comum,
entenda-se paixões, partilhadas.
Um teve a oportunidade de desenvolver o dom de uma delas,
o outro apenas sonhou.
Na outra paixão a prática é feita a dois.
Na outra paixão a prática é feita a dois.
Piano e Fotografia…
O Amor à Arte…
Bernardo Sassetti.
Desconhecia!
Felizmente a obra, que fica, é vasta e as tecnologias do
hoje permitem a que se chamem do amanhã…porque ele partiu mas a obra fica.
Comecei a ouvir, e a ver, é quase como sempre um fascínio…ver,
olhar, como é sublime o deslizar de uns dedos, sobre um teclado de um piano…criar
acordes, que nos levam além, de tudo aquilo que fica aquém de nós…
Quando nos vamos, quando partimos, quando parte um alguém
de nós…é que ficamos a remoer…”devia ter dito”, “devia ter feito”, devia ter
amado”, “Porquê?”, "Porque odiei", "Porque não perdoei"...Demasiados Porquês aos quês da vida...
Agora?
Tarde, será sempre tarde para as respostas… agora que
fique a consciência a remoer, que se perca o olhar sobre o horizonte, que fique
preso no passado.
De tudo o que foi, e de tudo o que puderia ter sido.
As homenagens que sejam feitas em vida (quando for o
caso, não é o caso), o amor que seja dado, a amizade e respeito que seja “oferecido”
sem exigir nada em troca…Nunca deveria ser assim, mas sabemos muito bem que é…e
em cada palavra, tal como em cada virgula, contra mim falo.
Porque eu sou um
ser, que de tanto ser, por vezes me torno num ser humano desumano.
Eu...mas Tu...também.
Todos nós...Todos!
Todos nós...Todos!
Maria.
Beijo n´oteudoceolhar.
( p.s: Flor de Jasmim, e Secreta...obrigada, as saudades também andam por aqui, mas o tempo não tem deixado, bem como há textos programados para determinadas datas...importantes para mim.
Este saiu hoje cá de dentro enquanto esperava o barco, olhando o Tejo...).
Este saiu hoje cá de dentro enquanto esperava o barco, olhando o Tejo...).
Etiquetas: Bernardo Sassetti.Vida, Morte., Piano


